sábado, 20 de setembro de 2014

adoro este poema

Pablo Neruda - poema recitado Filme Patch Adams - O amor é contagioso.

Não te amo como se fosse rosa de sal,topázio
ou flecha de cravos que
propagam o fogo:
te amo como se amam certas coisas obscuras,
secretamente,entre a sombra e a alma.

Te amo como a planta que não
floresce e leva
dentro de si,oculta, a luz daquelas flores,
e graças a
teu amor vive escuro em meu corpo
o apertado aroma que ascendeu da terra.

Te amo sem saber como,nem quando,nem onde,
te amo diretamente sem
problemas nem orgulho:
assim te amo porque não sei amar de outra maneira,

senão assim deste modo em que eu não sou nem és
tão perto que tua
mão sobre meu peito é minha
tão perto que se fecham meus olhos com meu
sonho.


— Pablo Neruda

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Pensamento

'Não quero alguém que morra de amor por mim...
Só preciso de alguém que viva por mim,
que queira estar junto de mim, me abraçando.
Não exijo que esse alguém me ame como eu o amo,
quero apenas que me ame, não me importando com que intensidade....
Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto,gostem de mim...
Nem que eu faça a falta que elas me fazem,
o importante para mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível...
E que esse momento será inesquecível...
Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão...
Que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades e às pessoas, que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim... e que valeu a pena. Quando esse alguém chegar,
eu estarei aqui,pois pronta já estou a muito tempo!''

Pensamento

Quando existe química, a física é sensacional!!

terça-feira, 22 de julho de 2014

Um ser amor Paula Fernandes

"Para quê alcançar os astros?! Para quê?! Para os desfolhar, por exemplo, como grandes flores de luz!"
Florbela Espanca ✍

coisas simples.....
moradas singelas... ...
onde no par e no ímpar de cada porta se lê amor... ♡ te


 

Pensamento : Always in my heart


domingo, 20 de julho de 2014

Pensamento

Bicicleta sempre ajuda a fazer muitos amigos.
 Feliz dia do amigo!

Amigo

DIA DO AMIGO 20 de julho
Difícil querer definir amigo.

"Amigo é quem te dá um pedacinho do chão, quando é de terra firme que você precisa, ou um pedacinho do céu, se é o sonho que te faz falta.
Amigo é aquele que te diz “eu te amo” sem qualquer medo de má interpretação: amigo é quem te ama “e ponto”. É verdade e razão, sonho e sentimento. Amigo é para sempre, mesmo que o sempre não exista. Amigo = CP
 
 

recordações boas Heroes del silencio - maldito duende


sexta-feira, 18 de julho de 2014

Pensamento

Os segredos são fascinantes porque foram feitos para serem revelados.
- Mia Couto

terça-feira, 15 de julho de 2014

Pensamento do dia

"só há um modo de escapar de um lugar: é sairmos de nós.
só há um modo de sairmos de nós: é amarmos alguém."
_____ Mia Couto
 

terça-feira, 8 de julho de 2014

Moçambique--musica da minha terra


Pensamento do dia

"O carinho é responsável por nove-décimos de qualquer felicidade sólida e durável existente em nossas vidas."
C.S. Lewis
As coisas que amamos,...
as pessoas que amamos
são eternas até certo ponto.
Duram o infinito variável
no limite de nosso poder
de respirar a eternidade.
Carlos Drummond de Andrade
 

PENSAMENTO DE TODOS OS DIAS

“Os Oito Versos que Transformam a Mente” (ou “Os Oito Versos de Langri Thangpa”). Após 6 anos de treino constante, o discípulo se realizou, eliminando todo e qualquer traço de egoísmo.

Os oito versos são:

1. Com a determinação de alcançar o bem supremo em benefício de todos os seres sencientes, mais preciosos do que uma jóia mágica que realiza desejos, vou aprender a prezá-los e estimá-los no ma...is alto grau.

2. Sempre que estiver na companhia de outras pessoas, vou aprender a pensar em mim como a mais insignificante dentre elas, e, com todo respeito, considerá-las supremas, do fundo do meu coração.

3. Em todos os meus atos, vou aprender a examinar a minha mente e, sempre que surgir uma emoção negativa, pondo em risco a mim mesmo e aos outros, vou, com firmeza, enfrentá-la e evitá-la.

4. Vou prezar os seres que têm natureza perversa e aqueles sobre os quais pesam fortes negatividades e sofrimentos, como se eu tivesse encontrado um tesouro precioso, muito difícil de encontrar.

5. Quando os outros, por inveja, me maltratarem, insultarem e caluniarem, vou aprender a aceitar a derrota, e a eles oferecer a vitória.

6. Quando alguém a quem ajudei com grande esperança me magoar ou ferir, mesmo sem motivo, vou aprender a ver essa outra pessoa como um excelente guia espiritual.

7. Em suma, vou aprender a oferecer a todos, sem exceção, toda a ajuda e felicidade, por meios diretos e indiretos, e a tomar sobre mim, em sigilo,
todos os males e sofrimentos daqueles que foram minhas mães.

8. Vou aprender a manter estas práticas isentas das máculas das oito preocupações mundanas, e, ao compreender todos os fenômenos como ilusórios, serei libertado da escravidão do apego.

As oito preocupações mundanas são:

1. Desejar elogios
2. Rejeitar críticas
3. Desejar o prazer
4. Rejeitar a dor
5. Desejar o ganho
6. Rejeitar a perda
7. Desejar a fama
8. Rejeitar ser ignorado

Esse texto foi ensinado por S.S. o Dalai Lama no Brasil em Abril de 2006, no templo Zu Lai, em Cotia (SP).

Dalai Lama salientou que lê este texto todos os dias e recebeu esta transmissão do comentário de Kyabje Trijang Rinpoche. Lembrou ainda que deveríamos ler Lojong Tsigyema todos os dias e, assim, incrementarmos nossa prática do ideal do bodisatva.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Que poeta!!!!

W.H. Auden (1907-1973), poeta e crítico inglês, foi a grande voz dos jovens intelectuais de esquerda dos anos 30. Sua poesia é sempre perturbadora, seja quando aborda temas sociais e políticos, seja quando fala de assuntos espirituais e de impulsos homossexuais reprimidos. Quando T.S. Eliot, na época editor da Faber & Faber, publicou a primeira coletânea de Auden, Poemas (1930), ele foi imediatamente reconhecido como porta-voz de sua geração. Auden foi amigo de Stephen Spender e Christopher Isherwood, com quem escreveu peças teatrais.

As ideias de Auden mudaram radicalmente com o tempo. Ardente defensor do socialismo e da psicanálise na juventude, na sua fase mais tardia a sua preocupação central passou a ser o Cristianismo e a teologia dos protestantes modernos. Em 1939, Auden mudou-se com Isherwood para a América, onde conheceu seu companheiro Chester Kallman. Com ele, escrevu libretos de ópera, incluindo The rake's progress, para Stravinsky.

O poema Funeral Blues foi escrito por Auden em 1936, como a Canção 9 do livro Twelve songs, e costuma ser citado como expressão exemplar de um forte sentimento de perda e de luto, individual ou coletivo. Representativo do controle extraordinário do verso e da habilidade na manipulação da métrica do autor, o poema ganhou popularidade internacional no filme Quatro casamentos e um funeral, numa cena em que o personagem Matthew homenageia seu companheiro morto. Funeral Blues foi musicado por Benjamin Britten. Segue o original e algums traduções, que mostram como é difícil o desafio de se traduzir bem boa poesia.

Stop all the clocks, cut off the telephone,
Prevent the dog from barking with a juicy bone,
Silence the pianos and with muffled drum
Bring out the coffin, let the mourners come.

Let aeroplanes circle moaning overhead
Scribbling on the sky the message 'He is Dead'.
Put crepe bows round the white necks of the public doves,
Let the traffic policemen wear black cotton gloves.

He was my North, my South, my East and West,
My working week and my Sunday rest,
My noon, my midnight, my talk, my song;
I thought that love would last forever: I was wrong.

The stars are not wanted now; put out every one,
Pack up the moon and dismantle the sun,
Pour away the ocean and sweep up the woods;
For nothing now can ever come to any good.

April 1936

___



Parem já os relógios, corte-se o telefone,
dê-se um bom osso ao cão para que ele não rosne,
emudeçam pianos, com rufos abafados
transportem o caixão, venham enlutados.

Descrevam aviões em círculos no céu
a garatuja de um lamento: Ele Morreu.
no alvo colo das pombas ponham crepes de viúvas,
polícias-sinaleiros tinjam de preto as luvas.

Era-me Norte e Sul, Leste e Oeste, o emprego
dos dias da semana, Domingo de sossego,
meio-dia, meia-noite, era-me voz, canção;
julguei o amor pra sempre: mas não tinha razão.

Não quero agora estrelas: vão todos lá para fora;
enevoe-se a lua e vá-se o sol agora;
esvaziem-se os mares e varra-se a floresta.
Nada mais vale a pena agora do que resta.

(tradução de Vasco Graça Moura)